
Nesta semana, Dr. Ricardo Zimerman recebeu uma das maiores honrarias concedidas pela Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura.
A instituição concedeu ao médico o Grã-Colar, seu grau honorífico máximo, em cerimônia realizada na Câmara Municipal de São Paulo.
Após a cerimônia, ele seguiu para Mônaco, onde já está participando do Aesthetic & Anti-Aging Medicine World Congress, apresentando uma palestra sobre metagenômica da obesidade.
Entre reconhecimento institucional e ciência de fronteira, seguimos com mais uma edição da Anti-Aging Club News.

Por que não é verdade que a Retatrutida preserve mais massa muscular que a Tirzepatida
Circula entre treinadores, divulgadores científicos e até médicos a ideia de que a retatrutida preservaria mais massa muscular durante a perda de peso por causa do seu componente de glucagon.
Mas quando analisamos bioquímica, fisiologia e os poucos dados comparativos disponíveis, esse raciocínio não se sustenta.
O glucagon é um hormônio catabólico global, associado ao estado de jejum e que não atua seletivamente apenas na gordura.
Já a tirzepatida possui maior ação sobre GIP e promove maior estímulo indireto de insulina, um dos hormônios mais anticatabólicos do organismo.
No único modelo comparativo disponível em animais, inclusive, a tirzepatida demonstrou maior preservação de massa magra.
A longevidade não começa aos 70.
Ela começa nas decisões metabólicas que você toma aos 30, 40 e 50 anos.

A medicina da longevidade existe?
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina reconhece oficialmente apenas as especialidades aprovadas pela Comissão Mista de Especialidades. Isso gera uma discussão interessante.
Pode-se falar em medicina de estilo de vida, mas alguns criticam o uso de termos como:
- medicina da longevidade
- medicina integrativa
- medicina do envelhecimento
O ponto central do debate é que muitas dessas áreas não são especialidades formais, mas sim abordagens clínicas ou campos de estudo. A pergunta permanece: Estamos discutindo ciência… ou disputando narrativa de mercado?
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eBook: Microbiota Intestinal na Obesidade e Síndrome Metabólica – Dr. Ricardo Zimerman
Um tratado acadêmico de nível científico avançado que integra alfa diversidade, relação entre filos, táxons específicos, mecanismos inflamatórios, permeabilidade intestinal, energy harvest, metabolômica avançada, gasto energético e o impacto farmacológico bidirecional sobre a microbiota intestinal humana.

BCAAs e resistência insulínica
Os BCAAs foram promovidos por décadas como suplementos essenciais para hipertrofia. Mas a literatura metabólica recente conta uma história diferente. A elevação sérica desses aminoácidos está associada a:
- maior risco futuro de diabetes tipo 2
- resistência insulínica
- alterações metabólicas sistêmicas
Ou seja: talvez um dos suplementos mais populares da cultura fitness esteja fazendo exatamente o oposto do que promete.
Pergunta da semana: BCAA é um suplemento útil… ou uma relíquia metabólica dos anos 80?

BCAAs e resistência insulínica
O possível efeito clínico da proxalutamida pode ser compreendido em diferentes níveis da fisiopatologia da COVID:
Entrada viral
↓ TMPRSS2
↓ ACE2Replicação viral
↓ carga viral inicialInflamação
↓ NF-κB
↓ IL-6
↓ TNFProteção celular
↑ NRF2
↑ defesa antioxidante
Esse modelo sugere uma atuação antes, durante e depois da fase viral, algo relativamente raro entre terapias investigadas para COVID.
Frase da semana: Dedicados aos divulgadores científicos que apenas criticam e não produzem ciência: Se achares alguma coisa que te aproveite, faze bom proveito dela; e, se não achares nada que te aproveite, agradece a Deus por ter dado tanto a um e repartido tão pouco com os outros, e faze outro melhor. — Erário Mineral, 1735
Entre premiações, congressos internacionais e novas discussões metabólicas, seguimos explorando as fronteiras da longevidade e levantando perguntas que talvez incomodem, mas que precisam ser feitas.
Nos vemos na próxima edição.
